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O Museu Lasar Segall foi criado como uma Associação Civil brasileira sem fins lucrativos para reunir, divulgar e preservar as Obras de Lasar Segall, pintor , Escritor e gravurista nascido em 1889 na capital da Lituânia, Vilnius . O local foi idealizado pela viúva do Artista, Jenny Klabin Segall, e criada pelos filhos do casal, Mauricio Klabin Segall e Oscar Klabin Segall. Localizado à Rua Berta, 111, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo no Brasil, está instalado na antiga residência e ateliê de Lasar Segall, projetada em 1932 por seu concunhado , o arquiteto de origem russa, Gregori Warchavchik. Em 1985 foi incorporado à Fundação Nacional Pró-Memória, integrando hoje o Instituto Brasileiro de Museus trabalhos do artista os quais foram doados pelos seus filhos, além do próprio arquivo pessoal e fotográfico que somados chegam a mais de seis mil itens catalogados. O Museu também possui diversas atividades culturais, oferecendo cursos relacionados , programas de visitas monitoradas, projeção de cinema , e ainda possui uma grande biblioteca. No museu também é possível encontrar a Área de Ação Educativa do Museu Lasar Segall. Esta, recebe somente grupos agendados que possuam o interesse e o propósito de trazer a aproximação para com as obras do pintor. As ações são realizadas à partir de educadores os quais fazem Pesquisas vínculadas a obra de Lasar Segall e então emergem em questões de grupos sociais e culturais. Então, essas pesquisas acabam por resultar em cursos, vivências, práticas artísticas e laboratórios. Embora as obras de Lasar Segall sejam as mais procuradas, o museu também é uma enorme referência em diversas outras áreas da cultura. Sua biblioteca reúne o acervo mais importante de Teatro no país , contando com livros que já pertenceram a críticos de renome como Lopes Gonçalves, Georges Raeders e Anatol Rosenfeld. O Cine Segall também faz parte do famoso circuito cultural paulistano e frequentemente exibe filmes de arte nas dependências internas do museu. Em uma das vindas de Lasar Segall ao Brasil, em 1932, uma pessoa próxima a ele ergueu um ateliê ao lado de sua casa e teve a ideia de introduzir a "Escola de Arte de Lasar Segall", porém não obtendo sucesso . Ao decorrer dos anos, Lasar Segall teve muitos projetos executados, criou cenários e figurinos, obteve diversas obras em Exposições, Filmes, Documentários e Livros de seus admiradores feitos sobre ele e as mesmas, não só no Brasil como no fundo a fora. Faleceu em 1957, em sua própria residência e após quase 10 anos, sua mulher teve a perspectiva da criação de um museu. Durante muitos anos o lugar serviu como ponto de encontro para artistas e pessoas ligadas à arte e abrigou o processo seletivo de Lasar Segall que era pintor, desenhista, gravador e escultor. Esse foi um dos motivos para que, após sua morte, em 1957, Jenny Klabin Segall tenha decidido reunir e catalogar as obras do marido, e transformar a antiga residência do casal no hoje Museu Lasar Segall. Em 1963, uma ala da residência e do ateliê de Lasar Segall foi aberto à visitação. Em 1965, ainda com infraestrutura precária, foi permitido que o público desfrutasse das outras instalações, além da ala inicial. Em 2 de agosto de 1967, a idealizadora do Museu, Jenny Klabin Segall, esposa do artista que dá nome ao museu, faleceu. O projeto foi então continuado pelos filhos do casal, Mauricio Klabin Segall e Oscar Klabin Segall, para que em 21 de setembro do mesmo ano houvesse a inauguração simbólica do Museu Lasar Segall, marcada com a exposição de obras do artista. A Inauguração oficial ocorreu em 27 de fevereiro de 1970, com a criação da Associação Museu Lasar Segall. Em 1973, foi definitivamente aberto ao público com horários regulares para Visitação. O Museu Lasar Segall foi um ambiente de resistência durante o período militar. Em 13 de dezembro de 1968, foi promulgado o Ato Institucional Número Cinco, que deu início ao período mais duro do regime, com punições arbitrárias, tortura e aprisionamento àqueles que fossem considerados inimigos do governo. Espaços culturais pioneiros surgiram como ambientes de resistência, assim como o museu, que fez parte destes espaços culturais ao veicular obras de cunho social e crítico. Promoveu ciclos cinematográficos que atraia o público interessado em manifestações culturais. Posteriormente, essa atividade voltou-se para a inclusão de um novo público que não tinha proximidade com o meio cultural: colegiais, donas de casa, trabalhadores e outros segmentos sociais, com o intuito de democratizar a cultura. O museu passou a oferecer cursos para que seu público fosse artisticamente ativo. Os cursos de fotografia, Artes plásticas (desenho, pintura, escultura), Redação e a criação e manutenção de um coral tornaram-se parte das atividades do museu. O público que frequentava os cursos viam a sensibilização do estético como forma de obter uma melhor compreensão crítica do mundo. . Entre os anos de 1970 e 1980, Hélio Cabral, Hugo Gama, Eva Furnari, Silvio Dworecki, José Antonio Pasta Jr., Luís Paulo Pires de Lima, Sérgio Muniz, Marco Antonio da Silva Ramos atuaram como responsáveis das atividades artístico-culturais.
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