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William Surrey Hart foi um ator estadunidense, conhecido pelos seus papéis de cowboy em inúmeros filmes do gênero western. Filho de Nicholas e Roseanna Hart, William conviveu, em sua infância, com índios Minneconjou e Sioux, devido ao trabalho de seu pai, que instalava maquinaria para moinhos nas regiões de Illinois, Iowa, Minnesota, Wisconsin e Dakota. Aprendeu a cavalgar, nadar, lavrar a terra, tratar de animais. Freqüentou a escola pública em West Farms, logo a abandonando para trabalhar nos correios locais. Hart estreou no teatro aos 23 anos, participando de várias companhias teatrais. Trabalhou nas peças Ben-Hur, Squaw Man, The Virginian, The Barrier, The Hold-Up, The Trail of the Lonesome Pine, Moonshine. Hart escreveu também alguns livros, entre eles sua autobiografia, My Life East and West. Thomas Ince, seu amigo da época do teatro e supervisor da New York Motion Picture, sediada na Califórnia, deu-lhe uma chance no cinema, com o papel de vilão em dois western curtos. Posteriormente, fez o papel principal em "The Bargain" e "On the Night Stage", ambos de 1914, sob a direção de Reginald Barker. Hart mudou-se para Los Angeles, e trabalhou em 18 filmes de western para a New York Motion Picture, entre eles "O Lobo Ferido" (The Darkening Trail). Em 1915, juntou-se a Mack Sennett, Harry Altken e D. W. Griffith, fundando com eles a Triangle Film Corporation. Na Triangle, Hart fez 17 filmes de western, com destaque para "Terra do Inferno" (Hells Hinges) e "Serás Minha Escrava" (The Aryan), ambos em 1916. Em 1917, Hart foi, com Thomas Ince, para a Famous Players. Seguiram-se 25 filmes, muitos sob a direção de Lambert Hillyer. William Hart foi o diretor da maioria dos filmes que estrelou. Aos 56 anos, casou-se com Winifred Westover, que trabalhara com ele em "Um Amigo Precisoso" ou "João das Saias" (John Petticoats), de 1919, mas se separaram antes do nascimento do primeiro filho, William Hart, Jr., em 1922. Hart deixou a Famous Players, indo para a United Artists, onde ficaria até fazer, em 1925, seu último filme, "O Rei do Deserto" (Tumbleweeds). Retirou-se das telas, tendo sido, posteriormente, convidado especial em "Fazendo Fitas" (Show People), de King Vidor, em 1928, além de dois "Instantâneos de Hollywood" (Screen Snapshots), da Columbia. Em 1939, "O Rei do Deserto" foi relançado pela Astor Pictures, com música, efeitos sonoros e um prólogo de oito minutos. Hart faleceu em Los Angeles, e está enterrado no Greenwood Cemetery, no Brooklyn, em Nova Iorque. Doou sua propriedade ao Los Angeles County, para servir como centro de recreação, assim justificando: "Enquanto estava fazendo filmes, os fãs me deram os seus níqueis e centavos. Quando partir para sempre, quero que fiquem com o meu lar" . New York Motion Picture: (Todos os filmes de 1915 foram dirigidos pelo próprio William S. Hart) Triangle : Produção de William S. Hart/ Paramount- Artcraft: 1918 Famous Players- Lasky/ Paramount- Artcraft: Prod. William S. Hart/ Paramount: Prod. William S. Hart/ United Artists: Cenas de arquivo Adendos: The Dawn-Maker (1916) The Square Deal Man (1917) The Money Corral (1919) White Oak (1921)
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